Projeto propõe censo para melhorar ações de saúde, educação e assistência às famílias atípicas
Proposta do vereador Eurico Tavares, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com TEA e de outras Pessoas Atípicas, quer criar um levantamento periódico para ajudar o município a entender melhor a realidade dessa população e planejar ações em áreas como saúde, educação e assistência social.
Começou a tramitar na Câmara Municipal de Manaus o Projeto de Lei nº 352/2026, que cria o Censo Municipal das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e de outras Pessoas Atípicas. A proposta busca reunir informações que hoje ainda faltam para o poder público enxergar melhor a realidade dessas famílias na cidade.
Na prática, o censo serviria para mapear dados sobre saúde, educação, trabalho, renda e localização dessa população em Manaus. A ideia é usar essas informações para melhorar políticas públicas, direcionar recursos e planejar ações com mais precisão. O texto também prevê que esse levantamento seja feito a cada quatro anos, com possibilidade de atualizações no meio do caminho.
Na justificativa do projeto, o autor argumenta que a falta de informações atualizadas sobre pessoas com TEA e outras pessoas atípicas ainda atrapalha o planejamento de ações em áreas como saúde, educação, assistência social, trabalho e acessibilidade. O documento também destaca que esse vazio de dados dificulta a criação de serviços mais adequados para essa parcela da população.
“O censo oficial já mostra a dimensão dessa pauta no Brasil, mas a gente precisa conhecer a realidade de Manaus de forma mais profunda. Saber onde essas famílias estão, quais são as maiores dificuldades e onde o poder público precisa chegar com mais presença. Sem informação, a gente continua improvisando onde deveria estar planejando”, afirma Eurico Tavares.
O projeto ainda prevê que os resultados sejam divulgados de forma ampla, acessível e transparente, inclusive com linguagem simples, Libras e audiodescrição. Se avançar, o censo pode virar uma ferramenta importante para ajudar Manaus a sair do improviso e trabalhar com dados mais concretos sobre a realidade das famílias atípicas.
